top of page
LOGO_Scudieri
  • Whatsapp
  • Instagram
  • LinkedIn

No campo, fazer tudo certo ainda pode não ser o suficiente. Proteção não é custo. É gestão

  • Foto do escritor: Scudieri
    Scudieri
  • 28 de jun.
  • 2 min de leitura
No campo, fazer tudo certo ainda pode não ser o suficiente.

Apesar da maioria dos Diretores da Scudieri terem vindo originalmente do Real Estate, nos últimos meses, temos recebido na Scudieri um número grande de empresas do AGRO com dificuldades já no limite de sua capacidade financeira.



E digo isso com muito pesar. O momento não é simples.



Juros altos, crédito seletivo, margens pressionadas e dívidas mais pesadas e para piorar, muitos produtores ainda sentem os efeitos da quebra de safra de 2024, agravada por eventos climáticos extremos.



Em várias conversas, quando perguntamos sobre seguro rural ou proteção de produtividade, a resposta costuma ser quase sempre a mesma:


“Isso não funciona!”



A Scudieri não vende seguro. Nosso trabalho é gestão, inteligência financeira, reestruturação e proteção de valor. Mas, justamente por estarmos ao lado de empresas e produtores em momentos críticos, não poderíamos ignorar esse tema e fomos a campo nos atualizar com os melhores corretores do mercado.



O produtor rural brasileiro assume riscos enormes. Toma crédito, compra insumos, planta, contrata, espera meses e ainda depende de fatores que não controla: clima, preço, câmbio e juros.



Mesmo fazendo tudo certo, pode ser atingido. E quando vem uma quebra de safra sem proteção adequada, o problema não fica só no campo. Ele afeta as famílias, a dívida, os bancos, os fornecedores e o patrimônio construído por gerações.



Talvez esse assunto me toque também por uma lembrança pessoal.


Quando eu era criança, minha mãe tomou um financiamento para plantar em nosso sítio, uma propriedade com menos de 100 hectares. Naquele ano, houve quebra de safra. Para uma família pequena, aquilo poderia ter se tornado um problema irreversível.



Mas havia seguro. ( graças a minha mãe) E por causa dele, conseguimos atravessar aquele momento sem consequências.



Por isso, quando ouço “seguro rural não funciona”, minha reação não é discordar. É perguntar:



Será que o problema está no seguro?



Ou será que, muitas vezes, ele foi contratado sem entender exatamente o que cobria, o que excluía, qual produtividade garantia e como se conectava com a dívida da safra?



Seguro agrícola não é solução mágica, mas um contrato técnico e precisa ser estruturado e conectado à realidade financeira da operação. 



O Agro brasileiro evoluiu muito em tecnologia e produtividade. Mas ainda precisa evoluir na gestão integrada de riscos climáticos e financeiros. Ainda mais quando ha tantas noticias de um SUPER EL NIÑO previsto para 2027.



Não basta produzir bem. É preciso proteger o resultado da produção.


Seguro rural, gestão de caixa e estrutura de dívida não devem ser tratados como temas separados. Fazem parte da mesma equação.



A pergunta não é: “Seguro agrícola funciona?”



A pergunta correta é: “A minha operação está protegida da forma certa, para o risco certo, com o instrumento certo?”



Reestruturar uma crise é importante. Mas evitar que ela destrua valor é ainda melhor.



Como está a proteção da sua operação para a próxima safra?



 
 
bottom of page